Edholm | Paixões: Uma coletânea de 4 contos eróticos | E-Book | www.sack.de
E-Book

E-Book, Portuguese, 45 Seiten

Edholm Paixões: Uma coletânea de 4 contos eróticos


1. Auflage 2023
ISBN: 978-87-28-56204-8
Verlag: LUST
Format: EPUB
Kopierschutz: 6 - ePub Watermark

E-Book, Portuguese, 45 Seiten

ISBN: 978-87-28-56204-8
Verlag: LUST
Format: EPUB
Kopierschutz: 6 - ePub Watermark



'O que ela está fazendo? Estamos em uma igreja, no vestiário, qualquer um pode entrar. E se alguém entrasse e a visse com a cabeça debaixo do meu vestido, entre as minhas pernas? A língua se move veloz no meu clitóris, que está prestes a ficar dormente com tanto estímulo.' Deleite-se na busca do prazer e realize seus desejos mais excitantes.Paixões: Uma coletânea de 4 contos eróticos vai levar você pelas quatro estações do ano para provar que sexo e paixão são saborosos o ano inteiro. Na primavera, você pode se deliciar sozinha com seus vibradores de Páscoa; no verão, embarcar na liberdade do sexo em grupo na floresta; no outono, transar com um estranho no trem; no inverno, encontrar a mulher da sua vida. Esta coleção inclui:Paixão através do espelhoO ovo de Páscoa Sonho erótico de uma noite de verão O Pedido de Natal -

Malin Edholm tem formação em estudos de gênero e quer escrever contos eróticos que, de alguma forma, quebrem ou desafiem paradigmas. Malin Edholm já escreveu vários contos eróticos.
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Paixão através do espelho


Merda, merda, merda. Estou atrasada de novo. Por que isso sempre acontece comigo? Agora eu estou me atrasando e correndo pela rua com uma mochila enorme, além de duas sacolas de lona em cada braço. Meu cabelo está grudado no rosto e as pessoas ficam me encarando quando eu passo correndo vergonhosamente lento por elas. É outono e o tempo está imprevisível, mas nesse momento eu poderia correr pela rua pelada e ainda assim suar. Pelo menos meu suor está com um cheiro doce. A essência do meu gel de banho e do meu perfume exala de mim como se eu fosse um ovo cozinhando em uma frigideira.

Mas eu não estou cheirando a ovo frito. Eu estou com cheiro de coco, como se tivesse saído de uma noz. As pessoas me falam que eu exagero no perfume, mas o cheiro é tão bom. Eu consigo pegar o trem logo antes de ele sair da plataforma. Estou sem ar e suando. Eu me xingo por fazer malas tão pesadas e nunca conseguir me vestir de acordo com o tempo, seja qual for. Quando eu coloquei minhas malas no bagageiro e tirei meu suéter grosso, percebi que tinha alguém no assento ao lado do meu.

Eu também percebi que eu devo ter me esticado por cima dele quando coloquei minhas malas no bagageiro e que provavelmente deixei minha barriga aparecer quando tirava o suéter. O rosto dele provavelmente ficou na altura do meu umbigo quando puxei a blusa pela cabeça. Ou talvez pelos meus seios? Será que esse dia pode ficar ainda mais vergonhoso? Com o rosto corado e grudento, eu lhe digo que o meu lugar é ao lado da janela, ele olha para mim e nossos olhos se encontram. Algo no olhar dele faz com que ondas de energia percorram meu corpo. Os olhos dele são uma perdição. Ah meu Deus, que clichê!

Ele se levanta para me dar meu assento e, quando eu me sento, me sinto um pouco presa entre a janela e o corpo dele. Ele está com o braço apoiado na divisória que separa nossos assentos. Eu faço o melhor que posso para não o encarar, seus braços magros e cheios de veias, além de seu corpo alto e magro, que está meio espremido em uma cadeira que é pequena demais para ele. Eu posso sentir o calor irradiando do corpo dele e, de repente, eu tenho muita certeza de quão perto o corpo dele está. Posso ver o espaço entre nós como uma névoa cintilante. As faíscas voam entre nós. Ele cheira a baunilha, como se tivesse acabado de sair do banho. Minha boca está salivando.

Ele percebe que eu estou encarando e eu viro a cabeça rapidamente. Mas a imagem está gravada por dentro das minhas pálpebras. Seu cabelo escuro é cacheado, o que dificulta para distinguir o comprimento. E mesmo que não chegue até os ombros, é bastante longo. Seu nariz grande e fino me lembra do retrato de um militar, da realeza ou alguém importante assim. Sei lá. Mas é um nariz bonito. Um nariz masculino em um corpo bastante feminino. A barba por fazer não o torna mais masculino. Os pelos são bem aparados e a barba é bonita, emoldura o rosto junto com a sobrancelha.

Eu percebo que há tinta em seus pulsos magros e que ele tem pulseiras de vários festivais de música diferentes. Suas pernas longas estão presas dentro de jeans escuros e uma camiseta preta cobre seu peitoral largo. Eu quero arrancar as roupas dele. Eu o imagino sem camisa na minha frente e provavelmente ele deve ter uma pele lisa, com poucos pelos. Ele não tem pelos raspados, só naturais. Como várias pessoas altas, ele se senta levemente curvado no assento. Ele é a definição de esguio. Mesmo sendo magro, ainda é musculoso e seus músculos são pequenos e firmes.

Talvez seja o corpo de um nadador ou corredor? Ou talvez ele seja um músico com esse biótipo. Parece que ele está balançando a perna no ritmo da música. Ele está sentado ao meu lado lendo um livro. Será que ele é inteligente? Inteligência me excita. Será que temos muitas coisas em comum? Meus olhos se voltaram para ele e o encaro de novo. Para me distrair, eu coloco os fones de ouvido. O Spotify começa a tocar “Wicked Game”, de Chris Isaac. Típico, uma música que desperta todo tipo de sentimento, principalmente sexuais… Como se minha atração pelo cara do meu lado não fosse suficiente, agora Chris sussurra sensualmente no meu ouvido.

"É estranho o que o desejo leva os tolos a fazer. Nunca pensei que conheceria alguém como você."

A letra me dá calafrios. Eu me apoio na janela e fecho os olhos. Estou cansada e, se eu dormir, não posso encará-lo. Parece um bom plano, uma escolha segura. Eu tento me convencer, mas a música continua tocando e as palavras me preenchem — não apenas meus ouvidos e meu cérebro, como se espalham pelo meu estômago e todos os ossos do meu corpo.

"Que coisa mais perversa, me deixar sonhar com você."

Na minha imaginação, o cara do meu lado pode ler a minha imaginação e sabe que eu acho que a música é um sinal. Na minha imaginação, ele está fazendo a música tocar porque quer que eu sonhe com ele. Estou ficando louca. Estes pensamentos são totalmente loucos. O que está acontecendo comigo hoje? Eu tenho que parar com isso. Mas não consigo evitar, não posso controlar meus pensamentos e imagino o cara ao meu lado nu, com um violão em seu colo, cobrindo sua ereção. Ele move os dedos pelas cordas como se fosse o movimento mais natural do mundo.

Ou o segundo mais natural, sendo o primeiro movimento de seus dedos pelo meu corpo. Não. Eu desligo a música, mas continuo com os fones para abafar qualquer som que a respiração alta dele possa fazer. Aposto que o hálito dele tem cheiro de menta. E provavelmente gosto de menta. Não, eu vou tentar dormir agora. Eu fecho os olhos, mas é impossível relaxar. O ar do trem está frio. Faz eu me encolher e me dá calafrios. Justo quando estou excitada. Eu tento pensar em outra coisa e me embrulho no suéter grosso como se fosse uma manta. Me contorço no assento e me sento por cima do pé.

Finalmente consigo relaxar um pouco e minha blusa cai, mostrando um dos meus ombros. Eu me sinto sexy, mesmo nessa posição. Me imagino em frente a uma lareira, com um cobertor por cima dos ombros, cobrindo meu corpo nu. E então outro corpo ao meu lado. O corpo alto dele. Nossos corpos frios se tocando por baixo do cobertor, se aquecendo. Não, minhas fantasias são tão clichês. Eu tenho que me recompor. Merda, vai ser uma longa viagem. Eu vou explodir antes de chegar ao nosso destino, daqui a sete horas. De onde vêm esses pensamentos? Eu sempre fico excitada quando pego o trem? Mais alguém se sente assim? Será que o cara é algum bruxo que usa magia para me deixar assim? Não, eu sou ridícula!

Depois de um tempo, eu finalmente consigo dormir e o balanço do trem me leva a um mundo de sonhos, onde tudo parece misterioso e sensual. Minha respiração conta uma história de desejo. Uma história sobre como eu me sinto segura quando durmo ao lado de outra pessoa, como meu corpo formiga só de pensar em compartilhar minha cama com alguém. As faíscas que voam entre dois corpos que dormem de conchinha. Dois peitos se movendo juntos e a respiração de alguém fazendo cócegas no meu pescoço, arrepiando os pelos da nuca. Beijos na orelha e no pescoço que acontecem tão fácil e naturalmente nesta posição.

Tão irresistível e sedutor. Um pau duro que cresce conforme é pressionado contra a bunda pequena à sua frente. O pau dele. Pressionando minha bunda. O pau dele pressionando minha bunda me faz empurrar os quadris contra ele, sem pensar e só de leve para começar. É um reflexo. Seus braços me envolvem e eu desapareço no abraço. Me sinto segura em seu peito nu. As mãos dele encontram meus seios. Ele acaricia minha barriga. Ele me segura com força, me pressionando contra ele, mais perto de seu pau pulsante. Eu arqueio as costas, empurrando a bunda contra ele. Ele me segura ali e eu me sinto presa.

Presa num bom sentido, é ali onde quero estar. Eu não quero me separar dele e fico feliz que seus braços impedem meu corpo de ir para longe dele. Nós esfregamos nossos corpos um contra o outro. Mais e mais conscientes do que está acontecendo. Minha boceta está molhada, posso sentir os lábios vaginais inchando conforme o sangue corre para baixo. Corre em direção à parte mais importante do meu corpo neste momento. Eu posso senti-la se abrindo, pronta para ser preenchida. O pau dele encontra o caminho entre as minhas pernas e desliza para dentro de minha vagina aberta e molhada, tão fácil quanto entrar embaixo das cobertas.

Quando a ponta de seu pênis encontra a minha abertura, ambos gememos baixinho de prazer e alívio. Suas mãos famintas, mas gentis, se movem pela minha barriga e minhas coxas, enquanto ele desliza mais fundo para dentro de mim. Quando seu pau entra totalmente na minha boceta, me sinto completa e gemo alto, correspondendo os movimentos com todo o meu corpo, enquanto abro a boca e gemo...



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