E-Book, Portuguese, 154 Seiten
Mülling / Zahner Escola Franciscana de Oração
1. Auflage 2024
ISBN: 978-3-7693-7970-9
Verlag: BoD - Books on Demand
Format: EPUB
Kopierschutz: 6 - ePub Watermark
E-Book, Portuguese, 154 Seiten
ISBN: 978-3-7693-7970-9
Verlag: BoD - Books on Demand
Format: EPUB
Kopierschutz: 6 - ePub Watermark
Irmã Christina Mülling é uma das Irmãs Franciscanas de Sießen e é diretora-gerente e diretora de educação do Grupo de Trabalho Interfranciscano (INFAG).
Autoren/Hrsg.
Weitere Infos & Material
3. Oração totalitária – Estado de oração
Introdução
Recolho-me e me conscientizo: Existe uma posição de oração, em que gosto de ficar?
- na oração pessoal
- na eucaristia
- na meditação da palavra de Deus
- quando medito a oração de Jesus
1. Encontrar uma oração totalitária – perceber e expressar meu estado de oração
- Cada estado de ânimo insiste em uma expressão corporal, física. Todos os acontecimentos do coração – como alegria, sofrimento, amor, arrependimento, luto, defesa... – procuram a sua expressão corporal. Também fé, esperança e amor, que influenciam o relacionamento na oração, nunca são somente movimentos espirituaispsíquicos; eles se expressam em sinais e gestos: O estado de oração se “incorpora”.
- No entanto, os nossos horários de oração explícitos precisam já desde o início grande cuidado, para conseguir um estado de oração verdadeiro, significa que o estado mental espiritual-psíquico, a atitude e o estado físico coincidem na sua expressão e se apoiam mutuamente.
- Anthony de Mello enfatiza nos seus auxílios de oração a inclusão do corpo como particularmente útil. “Aproxime-se DELE ou sente-se ou ajoelhe-se diante DELE com mãos piamente dobradas. Ou melhor: Expresse com o seu corpo a atitude de veneração devota, que você gostaria de sentir na SUA presença, mas que não consegue no momento da secura e tibieza. Muito provavelmente você percebe, que o seu corpo e o seu coração também muito em breve exprimam o que o seu corpo manifesta. Você vai sentir mais forte a SUA presença e o seu coração inerte vai se aquecer. Nisso consiste a vantagem da oração com o corpo. Eu não somente tenho um corpo, mas sou meu corpo”.
- A instrução inaciana fala sobre a oração totalitária: “Entrar na meditação, logo ajoelhado, logo esticado no chão, daqui a pouco estará deitado de barriga para cima, logo sentado, logo em pé; enquanto estou sempre em busca daquilo que eu quero”. E esse “o que eu quero” não é em primeiro lugar uma coisa do intelecto, mas muito mais aquilo para onde eu quero chegar por causa da insistência do Espírito Santo. Por isso é importante entrar nos horários de oração com capricho, cuidado e recolhimento para encontrar o estado de oração e depois ficar nele.
2. Encontrar a oração interior
Em cada forma de oração (seja na oração oral, meditativa ou contemplativa) se trata no final da “oração interior”. Isso não é um nível de oração, mas uma postura interior que acompanha e consolida toda oração, que envolve o homem inteiro. A oração interior é uma atenção amorosa direcionada a Deus – uma conscientização da SUA presença e da SUA vontade de querer sempre construir um relacionamento com nós homens. A oração interior faz efeito em duas direções: Aquele que reza prevê algo da oposição da perfeição divina em relação à própria condição humana fragilizada. Mas ele sente também na grandeza de Deus o amor que abrange tudo, no qual ele sabe que é totalmente e para sempre acolhido e protegido.
3. A oração totalitária de Francisco e Clara
Irmão Tomás de Celano escreve:
- “Francisco, o homem de Deus, corporalmente distante do Senhor, lutava para manter o espírito presente no céu... Toda a sua alma tinha sede do seu Cristo, ele lhe dedicava não só todo o coração, mas também todo o corpo... Sempre procurava um lugar escondido em que pudesse unir a seu Deus não só o espírito, mas também cada membro. Quando era subitamente agraciado em público pela visita do Senhor, para não estar sem cela, fazia do manto uma pequena cela...“ (2Cel, 94)
- “Mas, rezando nas florestas e nos lugares solitários, enchia os bosques de gemidos, banhava os lugares de lágrimas, batia com a mão no peito e aí, encontrando como que um esconderijo mais oculto, conversava muitas vezes com palavras com seu Senhor... Muitas vezes, com os lábios imóveis, ruminava interiormente e, arrastando para o interior as realidades exteriores, elevava o espírito às superiores. Assim, totalmente trans-formado não só em orante, mas em oração, dirigia toda a atenção e todo afeto a uma única coisa que pedia ao Senhor...“ (2Cel, 95)
- Francisco encontra a maior identidade na oração. Isso se percebe também através da sua linguagem: cada vez quando ele fala “Deus” ou “Jesus” a sua linguagem se eleva para uma expressão poética e uma oração. Ele vive em constante disponibilidade de oração numa atitude, que facilmente passa a um olhar e júbilo extático. Na sua oração Francisco é versátil, seja no seu conteúdo seja na sua expressão: Ele louva, agradece, adora, cala, rumina (oração repetitiva), sussurra melodias... Ele inclui o corpo recolhido sentado, em pé, andando, ajoelhado, deitado, inclinado profundamente para terra, esticado em forma de cruz... Ele reza, por exemplo, antes da sua estigmatização em 1224 no monte Alverne muito tempo com os braços esticados: “Quem és tu, dulcíssimo Deus – quem sou eu, vermezinho, o seu pequeno servo” (veja Rotzetter/ Dijk/ Matura: Franz von Assisi, Nr. 43/44).
4. Ensaio no meu próprio estado de oração
A)
- Recolho-me no lugar onde eu quero rezar.
- Com um gesto largo assumo uma postura concentrada, talvez a minha postura preferida.
- Devagar, com ajuda da respiração, sinto as várias partes do corpo e percebo possíveis tensões ou partes relaxadas (“sentir” e não pensar!)
- Através da escuta da minha respiração, mais e mais, me deixo levar ao centro da minha pessoa, atravessando conflitos atuais, apuros...
B)
- Fico em silêncio e escuto se surge um grito reprimido que quer se expressar talvez corporalmente. Isso é o meu estado de oração.
- Esses clamores que surgem podem se expressar também em palavras da Santa Escritura, como:
“Minha alma tem sede de Deus!”
“Você me deu um corpo. Veja, eu venho para cumprir a tua vontade.”
“Senhor Jesus Cristo, tenha piedade de mim.”
“Louvo-Te Pai, Senhor dos céus e da terra...”
C)
- Sinto o gesto, que corresponde aquilo que reconheci na oração e o que quero pôr em prática no dia-dia.
5. Um exercício de relaxamento se têm exigências especiais
| Chegada | Tenho tempo, me sento e me acalmo. |
| Sentir o corpo | Percebo como estou sentado, como a cadeira e o chão me carregam. Estabilizome e me levanto interiormente. Minhas mãos repousam no colo, meus olhos estão meio-abertos dirigidos ao chão. |
| Relaxamento do corpo | Relaxo o meu corpo, a partir do meio para baixo e para cima. Enquanto eu inspiro eu percebo as partes do corpo e expirando relaxo. |
| Respiração | Escuto a minha respiração, como ele vem e como ele sai e expiro. Tudo que me atormenta. |
| Distensão da vontade | Deixar toda pressão e vontade própria. Não preciso representar, alcançar ou render nada. |
| Distensão do espírito | Então relaxo o meu espírito. Tudo pode existir como é: A minha disposição, meus pensamentos e sentimentos, pessoas, ruídos ... Não seguro nada; deixo tudo passar – Também resistências, tentações, cansaço ... |
| Estar acordado e aberto na presença de Deus | Estou completamente presente e percebo a SUA presença na fé. Deixo surgir diante DELE “o que eu quero”. Escuto o clamor do meu coração, o suspiro do espírito que quer surgir ... Assim me torno aberto para o mistério trinitário, que está presente na minha profundeza – ELE, o totalmente Diferente. |
| Deixar acontecer comigo | Estar presente na SUA presença, no seu olhar – olhar- calar... Olhar para trás. Sentir, que forma de Cristo – que palavra de Deus quer crescer... |




