Cadoni | As Crônicas Da La Belle | E-Book | www.sack.de
E-Book

E-Book, Portuguese, 208 Seiten

Cadoni As Crônicas Da La Belle

A Involução Da Espécie
1. Auflage 2025
ISBN: 978-88-354-8153-9
Verlag: Tektime
Format: EPUB
Kopierschutz: 0 - No protection

A Involução Da Espécie

E-Book, Portuguese, 208 Seiten

ISBN: 978-88-354-8153-9
Verlag: Tektime
Format: EPUB
Kopierschutz: 0 - No protection



Num futuro não muito distante os extraterrestres irão dar prova de estar entre nós há muitos anos, isto irá causar fortes contrastes entre os vários estados do mundo, levando-os em 2097 ao terceiro conflito mundial.
Paris, a Emmanuelle La Belle aos seus quinze anos encontra-se catapultada no futuro, em 2145, depois de vinte anos de hibernação, a mãe morreu por causa de um vírus chamado Apocalipse, o mundo está dividido em duas partes, Estados Unidos do Hemisfério Boreal governam o norte do planeta, enquanto Estados Confederados do Hemisfério Austral governam o sul.
A população do hemisfério Boreal foi dizimada pelo vírus Apocalipse que contudo não se propaga para o sul do Equador; em defesa do Equador, a aliança extraterrestre ergue um muro, chamado a barreira.
A Emmanuelle, para poder pagar os vinte anos de hibernação, foi alistada no exército pela mãe antes de morrer, por uma duração mínima de 10 anos.
A Emmanuelle La Belle aos seus 15 anos desperta após 20 anos de hibernação numa Paris que não reconhece mais, num mundo dividido em duas partes, um hemisfério contra o outro. Depois da terceira guerra mundial, um vírus criado para contrastar os extraterrestres presentes no planeta revela-se letal para a raça humana. Órfã de mãe e sem mais notícias do pai desde a sua tenra idade, encontra-se contra a sua vontade alistada no exército dos Estados do hemisfério boreal. Uma desconcertante descoberta colocar-lhe-á contra os serviços secretos e do mesmo exército, do qual fazia parte. Numa Paris quase completamente desabitada encontrar-se-á sozinha a combater contra os contagiados e em fuga rumo ao equador à procura de uma amarga verdade.

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2º Capítulo
A Recruta
A tarde daquele mesmo dia deram-me um macacão com umas botas de tropa pretas, carregaram-me num blindado do exército da U.S.N.H (United States of the Northen Hemisphere), depois num velho comboio Hyperloop da Tesla que em menos de meia hora levou-me para o sul da França, no fim num outro meio blindado que me levou até ao Centro de Treinamento dos Recrutas de Marselha.
Do lado de fora parecia uma cadeia de máxima segurança e se calhar fora no passado, mas agora por cima do portão da entrada havia uma enorme escrita que dizia: MARSEILLE RECRUITING TRAINING CENTER.
Olhei para o céu, se bem que estivéssemos muito mais para o sul de Paris, e não obstante fosse pleno verão o céu estava sempre coberto por um homogéneo extrato de neblina que o tornava branco e não se podia ver o sol, ao máximo não se podia somente entrever.
Desde o fim da guerra a língua oficial de todo o hemisfério setentrional era o inglês, mas a oeste daquela que um tempo vinha chamado União Europeia, sobretudo as pessoas anciãs falavam ainda a própria língua de origem, mesmo a minha mãe falava sempre comigo o francês.
Muito embora para mim era somente ontem, na verdade passaram vinte anos desde a última vez que ouvi a voz da minha mãe, quanto mais dava-me conta mais era difícil para aceitar.
O enorme portão fechou-se logo atrás do meio blindado, mandaram-me descer, dois guardas trajados de macacão cinzento aproximaram-se, um estava armado, o outro trazia na mão um scanner médico biométrico, servia para efetuar um posterior exame diagnóstico e para controlar que não houvesse eventuais agentes patogénicos no meu corpo, dentre os quais o vírus Apocalipse.
Levaram-me para uma sala, havia uma escrivaninha e um computador antiquado funcionava ainda com o teclado físico e não aquele holográfico, entrou um rapaz com uma ficha digital na mão, olhou-me, devia ter no máximo alguns anos a mais do que a minha pessoa, dar-lhe-ia dezoito.
«Hoje somente uma recruta?»
«Sim senhor? Respondeu um dos dois guardas.
«Pois bem» disse o rapaz dirigindo-se ao guarda que tinha-me acompanhado para dentro.
Depois dirigiu-se à minha pessoa «Código pessoal?»
Não sabia do que estivesse a falar, depois interveio o guarda «É um contracto governamental senhor».
«Ah! Percebo» disse o rapaz que continuava a ser chamado senhor, «portanto és uma prendinha do passado. De que ano chegas, 2140? 35 Provavelmente?»
«’25» Respondeu «2125».
«O máximo do contracto, parabéns. O que tramaste?» Disse o rapaz.
«A minha mãe adoeceu e assinou um contracto com o governo».
«Apocalipse?»
«Sim».
O rapaz fez uma careta acompanhada por um sopro «C’est la vie! Também os meus progenitores e os meus dois irmãos mais velhos foram contagiados».
«Sinto... Muito» disse.
O rapaz ficou durante algum tempinho encantado sobre o que via no ficheiro digital «claro».
Depois ergueu o olhar para comigo, fixou-me nos olhos, aproximou-se e disse em voz baixa: «pediram-me para dar cabo de todos antes que se manifestasse a parte pior da doença».
«Oh, maldita coisa!» Exclamei.
Fez uma outra careta «Águas passadas!»
Aproximou-se a mim esticando a mão «Eu sou o Primeiro-sargento Rousseau. Alain Rousseau, mas a partir deste momento podes chamar-me simplesmente senhor».
Afastei a cabeça para trás e esbugalhando os olhos, depois disse. «Sim senhor».
«Perfeito, assim estamos quites. Nome? ... O teu nome?»
«Emmanuele. Emmanuelle La Belle».
Fez uma outra careta, mas desta vez foi uma careta de satisfação «Por acaso o nome foi mais apropriado».
Não disse nada.
«Anos?»
«15».
«Okay… Para já pedirei que me mandem a tua ficha completa a partir do Instituto Criogénico. Doux Sommeil ou La Croix de la Vie?»
«La Croix» Respondi. «Posso fazer uma pergunta? …Senhor?»
«Por favor» disse quase com indiferença ao mesmo tempo que preenchia a ficha, «aqui está a tua ficha».
«Quando poderei pegar as minhas coisas da casa da minha mãe em Paris?»
O Alain franziu as sobrancelhas e logo a seguir o olhar «Sinto muito, mas tu és propriedade do governo para os próximos dez anos e também a tua casa tornou-se propriedade do governo. Funciona assim quando não se têm mais parentes na vida».
«Mas o meu pai não está morto».
«Tens a certeza? Aqui resulta uma denuncia do desaparecimento em 2117 e não deu de forma alguma sinal de vida e passaram aproximadamente trinta anos. Dá-me ouvidos, com a Apocalipse por aí… deves resignar-te disso. Agora far-te-á acompanhar à vestidura onde dar-te-ão o necessário e depois ao teu alojamento. Advirto-te que esta não é uma caserna feminina, mas nada de namorico dentro entre colegas entendido?»
Anuí com a cabeça «Sim senhor, entendi».
«Ah!» Disse o Primeiro-sargento Rousseau como se estivesse a esquecer algo. «Lamento pelos teus lindos cabelos compridos».
Depois dirigiu-se ao guarda «Deem também um salto ao encontro do italiano».
Por um tempinho tive um sobressalto, depois decidi perguntar «Quem é o italiano?»
«Não percebi a pergunta, podes repetir?» Disse franzindo as sobrancelhas.
Percebi onde estava a falhar «Peço desculpas senhor. Perguntava simplesmente quem fosse o italiano, senhor».
«Aprendes rápido» disse satisfeito, «não te preocupes o italiano é só o barbeiro».
«Vamos» Disse o guarda que esticou a mão para pegar a ficha que estava a dar-lhe o Primeiro-sargento.
Abriu caminho e eu segui-o. A primeira etapa foi precisamente no italiano.
Bati à porta.
«Entra» Disse uma voz.
Entrei e vi um soldado sentado na poltrona do barbeiro com os pés encostados no lavatório, mãos cruzados atrás da nuca e um visor VR na cara.
«Um minuto apenas» disse o soldado, «estou a ver as notícias da frente com o Equador. Wow! Hoje houve uma carnificina».
«Temos uma recruta» disse o guarda «despacha-te, tenho de voltar ao portão».
«Aqui estou! Quanta pressa!» Disse o soldado levantando-se da poltrona «Então quem temos aqui? Oh que bela menina. Como te chamas?»
«Emmanuelle».
«Por favor podes sentar Emmanuelle» disse o soldado enquanto tirava de uma gaveta um pano branco. Colocou-o em torno do meu pescoço deixando do lado de fora os cabelos «Emmanuelle e depois?»
«La Belle».
«Wow! Este sim é que, um apelido! A partir de hoje, eu passo a chamar-te La Belle. Eu sou Tony o cabeleireiro, mas todos chamam-me o italiano. Então fazemos que corte?»
Não fui lesto o suficiente para abrir a boca e eis que partiu com a máquina elétrica de cortar cabelo à medida mais baixa.
Quando terminou, espelhei-me, contive as lágrimas esforçadamente.
«Aqui está feito! Diria uma obra-prima» tirou o pano do meu pescoço «La Belle a gente se vê o mais breve possível, lembras-te de vir dar uma limpadela pelo menos uma vez por semana, lá fora existe uma vitrina dos anotações».
«Okay» Respondi.
Paramos diante de uma porta com a fechadura em escansão da retina, por cima havia a escrita “DEPARTAMENTO BIOMÉDICO”, o guarda aproximou o rosto ao scanner, partiu um leitor laser e a porta abriu-se.
«O que temos de fazer aqui?» Perguntei medrosa, se bem que, sabia de todas as formas que não tinha nenhuma escolha e à qualquer coisa que deveria submeter-me não poderia recusar.
«Aqui far-te-ão a implantação do chip para os Life Credits» disse o guarda no momento em que transpomos a porta.
«Do que se trata?» Perguntei.
Naquele momento apareceu o médico do departamento «Olá Wolf, quem temos presente?»
«Bom dia doutor, nos serve um chip, aqui está a ficha que lhe dera o Primeiro-sargento Rousseau.
O Wolf virou a cara para comigo «O chip serve para tudo. Nos últimos vinte anos mudaram muitas coisas, com o incremento da automatização a desocupação global chegou a níveis comprometedores para a sobrevivência da grande parte da população…»
Ao mesmo tempo o doutor preparava uma seringa com uma enorme agulha que continha uma pequena, mas depois não tão pequena assim, cápsula com o chip dentro.
O Wolf no entanto continuava a falar «... A pobreza chegara a um nível inverosímil. Chegou o vírus Apocalipse que dizimou a população de muitas grandes cidades. Depois aconteceu a coisa dos alheios».
«O quê?» Estava curiosa.
«A Aliança Alheia e o facto de que transferiram-se praticamente todos ao sul do planeta. Com a ascensão nos U.S.N.H. (United States of the Northern Hemisphere) do governo do Movimento Popular pela Defesa da Vida, o parlamento decidiu que tudo isto devia mudar, foi instituído o Life Credits, ou seja o direito a um crédito mensal que supere o limiar da pobreza, gastável desde o nascimento, com adequações anuais baseados na real necessidade individual. As cripto-divisas foram banidas, o seu continuo oscilar do valor tornara-se um business para as...



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